Guerra aos furinhos
Posted by nrmicelli on Nov 17, 2009
Não há como fugir da celulite, mas existem tratamentos que podem torná-la quase impeceptível.

A atriz Lavínia Vlasak faz drenagem linfática para afastar a celulite
Depois dos 15 anos não adianta negar. Você pode até não ver, mas ela está lá. E vai acompanhá-la para o resto da vida. A celulite atinge todas as mulheres. Desde belas e jovens, como a atriz Lavínia Vlasak, até cinqüentonas em menopausa. Eliminá-la é difícil, mas existem terapias que atenuam e muito os furinhos indesejáveis. A Domingo garimpou os melhores procedimentos para cada grau de celulite. Com eles, tirar o short na praia passará a ser motivo de orgulho.
A celulite é hereditária e está relacionada ao estrogênio. O hormônio feminino favorece a retenção de líquido intracelular no tecido adiposo (gordura) e, conseqüentemente, as células incham, comprimindo vasos sangüíneos e linfáticos. A vascularização da região onde ocorre a compressão fica prejudicada e o organismo não consegue liberar as toxinas produzidas no metabolismo celular. Com a irrigação precária, a pele perde a elasticidade e acaba gerando pequenas depressões. São as temidas celulites.
A de grau 1 é imperceptível. Só aparece quando se aperta a pele. Comum nas adolescentes, a celulite pode ser mantida nesta fase por um bom tempo se os devidos cuidados forem tomados. A prática de exercícios de baixo impacto, como a caminhada e a pedalada, e a dieta equilibrada, evitando alimentos gordurosos, doces e sal, são fundamentais para frear a evolução dos furinhos.
Se eles teimarem em aparecer, a solução mais indicada é a endermologia. Um aparelho equipado com dois cilindros massageia o corpo, alternando movimentos de pressão e sucção. A massagem drena os vasos obstruídos e distribui melhor a gordura.
- A única desvantagem é que o processo é um pouco doloroso e pode deixar hematomas na pele por alguns dias – diz Márcia d’El-Rei, da Clínica Estetic Rio, em Ipanema. Para surtir efeito, são necessárias 10 sessões.
Mulheres com graus 2 e 3 são fortes candidatas à mesoterapia ou à drenagem linfática. Na primeira são aplicadas injeções no local afetado pela celulite para queimar a gordura localizada, melhorar a circulação ou repor o colágeno. Dependendo do objetivo, as substâncias variam e, com elas, o preço, que em média sai por R$ 70 a sessão.
Por ser indolor, a drenagem linfática é um dos métodos mais procurados. Consiste em uma massagem direcionada para desobstruir o sistema linfático. Com movimentos leves e suaves, o líquido retido entre as células começa a circular, diminuindo o inchaço e aliviando as depressões. Algumas clínicas oferecem uma versão mais moderna do tratamento, com uso de placas de estimulação elétrica.
Uma das adeptas da drenagem linfática é a atriz Lavínia Vlasak. Sempre que tem uma folga, ela se submete a uma sessão. Lavínia reconhece, no entanto, que a celulite é uma marca feminina e que precisa ser encarada com naturalidade.
- Não há nada mais feminino do que a celulite. Tento simplesmente aceitá-la.
Tratar a celulite está longe de ser frescura. O excesso de toxinas que se acumula entre as células devido à má circulação pode provocar reações inflamatórias e gerar nódulos duros sob a pele, dando aquele aspecto de casca de laranja que os cremes prometem combater. A dermatologista Kátia Castello Branco, da Clínica Dermatológica da Barra, alerta, porém, que as loções não atuam nas camadas mais profundas da pele.
- O que os cremes fazem é hidratar a região onde são aplicados. Por isso a textura da pele melhora, mas eles não atuam sobre os nódulos causadores da celulite – afirma Kátia.
Algumas mulheres em que a celulite está bastante avançada chegam a se queixar de inchaço e sensação de peso nas pernas. Nesse estágio, não há muito o que se possa fazer. Uma das poucas opções é a subcisão, método criado pela dermatologista gaúcha Dóris Hexsel. Uma agulha penetra 1cm na pele e, atuando como um bisturi, corta as fibras que ligam a epiderme aos músculos. São essas fibras que, com a perda da elasticidade cutânea, repuxam a pele, resultando nas depressões.
- A área antes ocupada pelos septos fibrosos é naturalmente preenchida por um novo tecido conjuntivo, deixando plana a superfície da pele – explica Dóris, que em oito anos já tratou de 1.500 pacientes. A cirurgia, que mereceu atenção da revista americana de beleza Allure em sua edição de janeiro, é feita em consultório, e exige anestesia local.
Fonte: Jornal do Brasil – Danielle Nogueira