Coisa de Pele: depilação a laser X câncer de pele

Posted by nrmicelli on Nov 23, 2009
A dermatologista Dra. Adriana Cairo esclarece as dúvidas dos leitores sobre problemas da pele

Dra. Adriana Cairo, especial para o iG Beleza

“Olá, meu nome é Pedro e tenho duas dúvidas: a primeira é se a depilação a laser pode provocar câncer de pele ou alguma contra-indicação importante para a saúde. A segunda é por que quando os pelos estão brancos não se pode mais fazer a depilação a laser. Grato” – Pedro R. B. Silva.

Olá, Pedro.
O laser é um aparelho que atua na pele através de um alvo. Existem, basicamente, três alvos presentes na pele. A água, a melanina, pigmento responsável pela cor da pele, e a hemoglobina, pigmento responsável pela coloração avermelhada dos vasos. Na depilação a laser, o alvo principal é a melanina presente no pelo. O feixe de luz do laser deve ser absorvido pela melanina do pelo e seguir em direção à  raiz para que consiga assim inibir seu crescimento.

Os pelos brancos não contêm melanina, portanto, não possuem alvo adequado para que o laser tenha eficiência. Muitas vezes, pelos bem claros também são difíceis de serem atingidos por terem baixa produção de melanina. O melhor resultado de depilação a laser são pelos bem escuros e espessos, geralmente encontrados em virilhas e axilas.

laserComo o laser tem atuação específica nestes três alvos, ele não é responsável por provocar multiplicação celular, ou, mudanças no DNA das células, situações que podem induzir a formação de tumores. Diferente das câmaras de bronzeamento que foram proibidas este mês no Brasil pela ANVISA, pois produzem radiação UVA e UVB, estas sim, causadoras de proliferação celular e mutação atípica das células, responsáveis diretamente pelo aparecimento de tumores de pele.

Fonte: Ig


Anvisa proíbe uso estético de câmaras de bronzeamento artificial em todo o país

Posted by nrmicelli on Nov 11, 2009
Bronzeamento Artificial

Bronzeamento Artificial

A partir desta semana, as câmaras de bronzeamento artificial não poderão mais ser utilizadas para fins estéticos no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quarta-feira, uma resolução que proíbe, além do uso, a importação, o recebimento em doação, aluguel e a comercialização desses equipamentos.

A medida foi motivada pelo surgimento de novos indícios de agravos à saúde relacionados com o uso das câmaras de bronzeamento. Um grupo de trabalho da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde, noticiou a inclusão da exposição às radiações ultravioleta na lista de práticas e produtos carcinogênicos para humanos.

O estudo indica ainda que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade. A resolução da Anvisa também afirma que não existem benefícios que se contraponham aos riscos decorrentes do uso estético das câmaras de bronzeamento.

A proibição não se aplica aos equipamentos com emissão de radiação ultravioleta destinados a tratamento médico ou odontológico. Antes da decisão da Anvisa, o tema foi discutido com a sociedade em uma consulta pública e uma audiência pública, realizadas em setembro deste ano.