Novos tratamentos estéticos prometem acabar com celulite e flacidez

Posted by nrmicelli on Nov 17, 2009

Preços variam de R$ 50 a R$ 1.000 por sessão. G1 conversou com especialistas sobre a eficácia desses procedimentos.

Do G1, em São Paulo

Novos tratamentos estéticos prometem acabar com a celulite, flacidez e até engrossar os lábios. Os preços variam R$ 50 a R$ 1.000 por sessão.

Para saber se esses tratamentos são confiáveis, o G1 conversou com o endocrinologista Wilmar Accursio (da Sociedade Brasileira de Medicina Estética) e com os dermatologistas Valcinir Bedin (também da SBME), Luciane Scattone (da Universidade de São Paulo) e Alexandre Filippo (da Sociedade Brasileira de Dermatologia). Confira as novidades e as observações dos médicos:

Manthus

manthusComo é: Aparelho que combina ultra-som e corrente elétrica usado no combate à celulite e flacidez. Também é usado nos pós-operatórios, para acabar com fibroses e hematomas.

Tempo de tratamento: Pode ser feito uma ou duas vezes por semana. Na primeira sessão, já é possível perceber a redução de medidas.

Preço: De R$ 50 a R$ 100, cada sessão.

O que diz o médico: Lançado há cerca de dois anos, é bastante procurado. Foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Mas pacientes com marca-passo não podem usar a corrente elétrica.

Accent

accentComo é: Aparelho de radiofreqüência que provoca aquecimento da região flácida, estimula a produção de colágeno e quebra as “traves” de gordura (que formam a celulite e a gordura localizada). Com isso, a pele fica mais rígida.

Tempo de tratamento: As sessões podem ser feitas uma ou duas vezes por semana. Geralmente, o resultado aparece após a terceira sessão.

Preço: De R$ 500 a R$ 1 mil, cada sessão.

O que diz o médico: É a grande novidade da estação, segundo os especialistas. “O preço ainda é alto porque o equipamento é caro”, afirma o médico Wilmar Accursio. “Acompanhamos os tratamentos e algumas clientes tiveram até redução das medidas.”

Hidratação de água mineral

hidrataçãoComo é: Segundo os cabeleireiros, o novo equipamento italiano chamado Micro Mist é usado para “quebrar” as moléculas de água. Dessa maneira, o líquido penetra no cabelo, restaurando os fios.

Tempo de tratamento: A hidratação dura cerca de 30 minutos. Os resultados são imediatos.

Preço: De R$ 140 a R$ 180.
O que diz o médico: O cabelo pode parecer diferente, mas não vai ficar restaurado, segundo o médico Valcinir Bedin. Ele diz que a melhor maneira de hidratar o cabelo é impedir a saída de água. “É melhor investir na queratinização, por exemplo.”

Lip Plumper

labiosComo é: Uma espécie de brilho labial, que contém ácido hialurônico, vitamina C e outras substâncias que causam uma espécie de irritação na boca e engrossam os lábios.

Tempo de tratamento: O efeito de uma aplicação permanece por três ou quatro horas.

Preço: o valor médio original é US$ 35 (cerca de R$ 80).

O que diz o médico: “As pessoas mais velhas têm lábios mais finos. E o inchaço pode ter efeito rejuvenescedor”, diz a dermatologista Luciane Scattone.

Pelling de cristal

Como é: Uma espécie de “lixamento” superficial, que pode ser feito inclusive no rosto. São usados jatos de cristais de óxido de alumínio para remover suavemente a camada externa da pele. O tratamento é mais suave do que o peeling tradicional.


Tempo de tratamento:
O ideal é que sejam feitas cinco sessões, de 15 em 15 dias.

Preço: em média, R$ 250 a sessão.


O que diz o médico:
“O tratamento faz sucesso no verão porque é mais suave do que o peeling tradicional”, afirma o dermatologista Alexandre Filippo. Apesar disso, o paciente deve ter cuidado ao se expor ao sol .


Guerra aos furinhos

Posted by nrmicelli on Nov 17, 2009

Não há como fugir da celulite, mas existem tratamentos que podem torná-la quase impeceptível.

A atriz Lavínia Vlasak faz drenagem linfática para afastar a celulite

A atriz Lavínia Vlasak faz drenagem linfática para afastar a celulite

Depois dos 15 anos não adianta negar. Você pode até não ver, mas ela está lá. E vai acompanhá-la para o resto da vida. A celulite atinge todas as mulheres. Desde belas e jovens, como a atriz Lavínia Vlasak, até cinqüentonas em menopausa. Eliminá-la é difícil, mas existem terapias que atenuam e muito os furinhos indesejáveis. A Domingo garimpou os melhores procedimentos para cada grau de celulite. Com eles, tirar o short na praia passará a ser motivo de orgulho.

A celulite é hereditária e está relacionada ao estrogênio. O hormônio feminino favorece a retenção de líquido intracelular no tecido adiposo (gordura) e, conseqüentemente, as células incham, comprimindo vasos sangüíneos e linfáticos. A vascularização da região onde ocorre a compressão fica prejudicada e o organismo não consegue liberar as toxinas produzidas no metabolismo celular. Com a irrigação precária, a pele perde a elasticidade e acaba gerando pequenas depressões. São as temidas celulites.

A de grau 1 é imperceptível. Só aparece quando se aperta a pele. Comum nas adolescentes, a celulite pode ser mantida nesta fase por um bom tempo se os devidos cuidados forem tomados. A prática de exercícios de baixo impacto, como a caminhada e a pedalada, e a dieta equilibrada, evitando alimentos gordurosos, doces e sal, são fundamentais para frear a evolução dos furinhos.

Se eles teimarem em aparecer, a solução mais indicada é a endermologia. Um aparelho equipado com dois cilindros massageia o corpo, alternando movimentos de pressão e sucção. A massagem drena os vasos obstruídos e distribui melhor a gordura.

- A única desvantagem é que o processo é um pouco doloroso e pode deixar hematomas na pele por alguns dias – diz Márcia d’El-Rei, da Clínica Estetic Rio, em Ipanema. Para surtir efeito, são necessárias 10 sessões.

Mulheres com graus 2 e 3 são fortes candidatas à mesoterapia ou à drenagem linfática. Na primeira são aplicadas injeções no local afetado pela celulite para queimar a gordura localizada, melhorar a circulação ou repor o colágeno. Dependendo do objetivo, as substâncias variam e, com elas, o preço, que em média sai por R$ 70 a sessão.

Por ser indolor, a drenagem linfática é um dos métodos mais procurados. Consiste em uma massagem direcionada para desobstruir o sistema linfático. Com movimentos leves e suaves, o líquido retido entre as células começa a circular, diminuindo o inchaço e aliviando as depressões. Algumas clínicas oferecem uma versão mais moderna do tratamento, com uso de placas de estimulação elétrica.

Uma das adeptas da drenagem linfática é a atriz Lavínia Vlasak. Sempre que tem uma folga, ela se submete a uma sessão. Lavínia reconhece, no entanto, que a celulite é uma marca feminina e que precisa ser encarada com naturalidade.

- Não há nada mais feminino do que a celulite. Tento simplesmente aceitá-la.

Tratar a celulite está longe de ser frescura. O excesso de toxinas que se acumula entre as células devido à má circulação pode provocar reações inflamatórias e gerar nódulos duros sob a pele, dando aquele aspecto de casca de laranja que os cremes prometem combater. A dermatologista Kátia Castello Branco, da Clínica Dermatológica da Barra, alerta, porém, que as loções não atuam nas camadas mais profundas da pele.

- O que os cremes fazem é hidratar a região onde são aplicados. Por isso a textura da pele melhora, mas eles não atuam sobre os nódulos causadores da celulite – afirma Kátia.

Algumas mulheres em que a celulite está bastante avançada chegam a se queixar de inchaço e sensação de peso nas pernas. Nesse estágio, não há muito o que se possa fazer. Uma das poucas opções é a subcisão, método criado pela dermatologista gaúcha Dóris Hexsel. Uma agulha penetra 1cm na pele e, atuando como um bisturi, corta as fibras que ligam a epiderme aos músculos. São essas fibras que, com a perda da elasticidade cutânea, repuxam a pele, resultando nas depressões.

- A área antes ocupada pelos septos fibrosos é naturalmente preenchida por um novo tecido conjuntivo, deixando plana a superfície da pele – explica Dóris, que em oito anos já tratou de 1.500 pacientes. A cirurgia, que mereceu atenção da revista americana de beleza Allure em sua edição de janeiro, é feita em consultório, e exige anestesia local.

Fonte: Jornal do Brasil – Danielle Nogueira


Além de relaxar, shiatsu facial promete reduzir linhas e rugas.

Posted by nrmicelli on Nov 16, 2009
Técnica milenar para estimular os músculos da face

Técnica milenar para estimular os músculos da face

Se massagem já é bom para relaxar, imagine uma que ainda promete eliminar as linhas e rugas de expressão do rosto. Trata-se do shiatsu facial, técnica milenar que teve origem com a Medicina Tradicional Chinesa e, acredita-se, era uma massagem rejuvenescedora exclusiva para mulheres.

Ainda pouco conhecida no Brasil, a técnica traz muitos benefícios para a mente e para o corpo. Segundo a psicoterapeuta e acupunturista Aridinéa Vacchiano, os resultados aparecem em poucas sessões.

- O shiatsu facial estimula os nervos faciais, os músculos, a produção do colágeno, aquece a pele, melhora a circulação do sangue e remove as toxinas, mantendo a pele saudável e bonita, com elasticidade natural – garante.

Para difundir a técnica, Aridinéa acaba de lançar o livro Shiatsu facial: a arte do rejuvenescimento (ed. Ground). O material contém ilustrações dos movimentos e um capítulo de ginástica facial, com dicas para manter o rosto saudável e bonito.

No consultório, a massagem é feita numa sala escura, de temperatura agradável. Como fundo musical, o som de um riacho e o canto de passarinhos. Tudo perfeito para relaxar o paciente. Com toques suaves, a especialista consegue eliminar até aqueles pontos de tensão que há anos já fazem parte do corpo.

A sessão começa no colo do peito, passando depois aos ombros. Para os destros, o lado direito do corpo corresponde ao racional e o esquerdo, ao emocional. Então, se existir um acumulo de tensão no ombro direito, por exemplo, é hora de se preocupar menos com trabalho. Com os canhotos acontece o inverso.

Depois de massagear os ombros e o pescoço, é a vez do rosto. Feita com as pontas dos dedos, a massagem ativa os músculos superficiais.

Aridinéa também massageia as mãos e os pés do paciente.

- Quando se trabalha na cabeça, a energia vai para as extremidades. Massageando os pés e as mãos, redireciona-se a energia para o centro do corpo, para que ela flua harmoniosamente, auxiliando os órgãos e as vísceras a trabalhar e a cumprir suas funções em equilíbrio – explica.

O sessão demora cerca de 1 hora,  e tem quatro estágios: drenagem linfática, relaxamento, pontos da face e energização.

Fonte: Jornal do Brasil


O dano moral no âmbito da medicina estética

Posted by nrmicelli on Nov 13, 2009

erromedico2O artigo a seguir ilustra bem a importância de escolher um profissional qualificado, seja ele um técnico (esteticista, sim é um curso técnico) para um tratamento estético ou um médico para procedimentos mais complexos.

Boa leitura e comente!

Norma Micelli

O dano moral no âmbito da medicina estética

Por Heitor Rodrigues de Lima,

advogado (OAB-SP nº 243.479)

O ramo da medicina estética tem destaque cada vez maior em um mundo onde a procura pela satisfação do bem-estar e pela beleza externa é tida como um objetivo essencial para muitas pessoas. A partir daí, surge uma preocupação com o aumento na ocorrência do erro médico, sendo mais comuns hoje em dia as ações de dano moral relacionadas aos referidos erros, visto o despertar pela população para o direito do consumidor.

Dentre as inúmeras causas que despertam o poder de ação de dano moral de pacientes descontentes com o resultado das cirurgias plásticas, importa, principalmente, ressaltar a ocorrência, de fato, do erro médico, bem como a rejeição fisiológica do corpo do paciente ante o procedimento cirúrgico submetido.

Sobre a primeira causa – erro médico, em curta definição, referido fato ocorre quando empregados os conhecimentos normais da medicina – por exemplo, o médico chega à conclusão errada quanto ao diagnóstico, à intervenção cirúrgica etc – haja erro. Esse erro, não sendo grosseiro, escusa o médico de pena criminal, contudo, fica o mesmo sujeito à aplicação de pena pecuniária em favor do paciente lesado mediante a ação de indenização por dano moral, que pode ser interposta se comprovado que aquela lesão ocasionada pelo erro médico afetou a moral do paciente, seja pela dor, seja pelo abalo considerável em seu sentimento íntimo.

A ocorrência ou não do dano moral sobre o paciente e a dosagem de sua penalização pecuniária, em caso de reconhecimento do dano, são objeto de detalhada discussão; contudo, por se tratar de fato que atinge diretamente o corpo da pessoa e que, por conta disso, afeta a parte mais íntima de seus sentimentos e pensamentos, tal ocorrência possui maior tendência ao reconhecimento judicial da lesão moral, desde que realizadas as devidas comprovações.

Sobre esse aspecto, é importante ressaltar a recente pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo. O estudo revela que 95% dos cirurgiões plásticos acionados judicialmente por erro médico não fizeram a especialização na área em que atuam. Não que essa informação venha de pronto a condenar o profissional envolvido em processo desse gênero, mas não há que se negar que além da irresponsabilidade profissional descoberta, no caso do processo, conta como ponto desfavorável para as decisões judiciais.

Sobre a segunda causa – rejeição fisiológica do paciente ante o procedimento cirúrgico submetido – em que pese a nossa limitação sobre o ramo da medicina, nenhuma dúvida resta de que tal área trata-se de “atividade meio”, ou seja, o médico atua no sentido de auxiliar o paciente para que atinja a sua pretensão, não podendo ser responsabilizado por fatores alheios ao seu poder de atuação.

No processo judicial de indenização por dano moral em razão de erro médico, o paciente expõe ao juiz os fatos, bem como junta ao processo provas no sentido de demonstrar que houve erro médico; em seguida, o médico responde às alegações feitas pelo paciente, também juntando ao processo provas no sentido de demonstrar que o procedimento adotado foi o correto, sendo empregado ao caso os procedimentos normais da medicina.

Em seguida, nomeia-se um médico perito do juízo, o qual fará suas ponderações sobre a cirurgia, objeto da causa através de laudo técnico; e, por fim, ultrapassados demais procedimentos de ordem processual, o juiz decide a causa com base nas provas juntadas no processo, bem como com base na legislação vigente, sendo o laudo pericial judicial importantíssimo para o esclarecimento da causa, entretanto, não decisivo, dado ao poder de discricionalidade do magistrado ao proferir sua decisão que prevalece, inclusive, sobre a opinião da perícia técnica.

Sobre esse aspecto, é importante ressaltar que a pessoa que se sentir lesada pode fazer uma análise prévia sobre a conduta do profissional, consultando-se com outro médico, verificando a procedência do profissional que realizou a cirurgia, entre outras providências.

Por fim, colhidos os dados mais relevantes, pode a pessoa consultar-se com escritório de advocacia para verificar a possibilidade legal da ação cabível, bem como seus possíveis efeitos, evitando, assim, além da dor moral ocasionada pela cirurgia, ser novamente atingida, dessa vez por uma decisão judicial desfavorável à sua pretensão que, dependendo do caso, pode ser legalmente prevista, uma vez que o médico possui igual direito de defesa, a qual terá êxito quando provar que a sua atuação se deu da forma regular quanto aos procedimentos normais da medicina.

É fato que o tema explorado merece alongada discussão, principalmente no tocante ao estudo do dano moral em si e ao estudo do erro médico especificamente. Uma discussão que deve envolver não apenas médicos e pacientes, mas a sociedade como um todo, visto que o número de pessoas que procuram a medicina estética só aumenta a cada ano.

(*) E-mail – heitor@gregoricapano.com.br

Extraído de: Espaço Vital


Botox – Arma eficaz contra rugas, o botox também soluciona problemas que afetam a saúde e qualidade de vida

Posted by nrmicelli on Nov 13, 2009

hillary-botox

- Quando uma ou outra celebridade extrapola na plástica ou em algum procedimento estético, o botox – marca registrada da toxina botulínica tipo A – é quem paga o pato. A má fama vem das primeiras aplicações estéticas, em meados dos anos 90, quando as doses injetadas deixavam a testa lisa, dando, invariavelmente, a todas as pessoas um efeito de rosto congelado. Hoje, como observa a dermatologista Denise Steiner, aplica-se cada vez menos quantidade de medicação na testa, para valorizar os movimentos naturais.

Também é comum confundir o botox com preenchimento, mas trata-se de duas técnicas distintas. Um bom exemplo nesse caso é o rosto da estilista Donatella Versace, alvo favorito dos paparazzi: “A boca e maçãs salientes podem ser resultado de alguma técnica de preenchimento, cuja finalidade é dar volume, ao contrário do botox, que relaxa temporariamente o músculo onde é aplicado”, explica a médica.

Um dos recursos estéticos mais corriqueiros nas clínicas dermatológicas, a toxina botulínica tipo A foi aprovada pelo FDA (órgão governamental dos Estados Unidos, que faz o controle dos alimentos) há 20 anos, como uma opção clínica para o tratamento de estrabismo. De lá para cá, tornou-se uma aliada da beleza e também da saúde. No Brasil, o medicamento é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para oito indicações, cosméticas e terapêuticas, entre elas, blefaroespasmo (tique nos olhos), hiper-hidrose (suor excessivo nas mãos e nas axilas) e, mais recentemente, para os casos de bexiga hiperativa (urgência em urinar).

Só em 2008, foram realizados quase 2,5 milhões de tratamentos nos Estados Unidos e, por aqui, embora não se tenha um número exato, a procura também é bem grande entre mulheres e homens, em especial os que se preocupam com a imagem. O apresentador Amaury Jr., que rejuvenesceu graças a uma combinação de procedimentos estéticos, é um dos poucos que assumem as aplicações de botox, como revelou em uma reportagem ao Feminino. Assim como as mulheres, com o tratamento eles também buscam suavizar a expressão. A grande diferença da aplicação do botox em homens e mulheres, de acordo com a dermatologista Daniela Nunes, está nas sobrancelhas. “Nas mulheres, devemos arqueá-las, para que tenham um olhar mais sensual. Nos homens, como a queixa maior é o semblante sisudo e bravo, a ideia é relaxar o músculo entre as sobrancelhas para deixá-las retilíneas.”

EVOLUÇÃO
botoxNo início, o medicamento era usado em rugas de expressão ao redor dos olhos e também na testa. Quando a pessoa ri ou chora, os músculos da face se contraem e, com a frequência, aparecem linhas de expressão profundas, tais como as da testa, os pés-de-galinha, os vincos entre as sobrancelhas. “Com o tempo, a toxina foi sendo aplicada em novos pontos e, hoje, prevalece o conceito da modelagem global do rosto, incluindo colo e pescoço.”

Segundo a dermatologista Denise, o pescoço é uma região que denuncia a idade pela flacidez, rugas horizontais, além do aspecto de fotoenvelhecimento, com o surgimento de manchas e rugas: “Seu tratamento é difícil e, muitas vezes, é necessário o uso de técnicas cirúrgicas. O uso da toxina botulínica tipo A é indicado para mulheres entre 35 e 50 anos, que tenham a contração muscular do platisma (músculo do pescoço, que se estende da clavícula até a porção inferior da mandíbula) bem delineada, algum grau de flacidez e linhas horizontais em desenvolvimento.”

A aplicação de botox pode ser associada a lasers e preenchimentos (correção de sulcos) com excelentes resultados, afirma Denise, que estima em 40% a procura pela substância química em seu consultório. O medicamento também é indicado para levantar a ponta do nariz, que cai com o passar do tempo. Segundo ela, os pontos específicos de aplicação são as asas laterais e o músculo responsável pela queda do nariz. “A quantidade aplicada varia conforme o resultado desejado”, acrescenta Denise.

A empresária Silvia Carvalho (nome fictício), de 44 anos, trata de adiar os sinais de envelhecimento utilizando o que há de mais moderno na dermatologia. “Não descarto a plástica mais tarde, porém, por enquanto, me cuido com cremes, atividades físicas e procedimentos feitos em consultório, menos invasivos e com excelentes resultados.” Silvia já recorreu ao botox para minimizar rugas de expressão. Recentemente, submeteu-se ao mini-lifting com botox: “Senti que deu uma suavizada na região do queixo e pescoço. O segredo está na habilidade do médico em obter uma aparência natural e em fazer retoques imperceptíveis”, diz.

LIFTING E SUOR
Segundo o dermatologista Otavio Macedo, membro da Academia Americana de Dermatologia (AAD), o botox foi a primeira arma rápida e eficaz no combate às rugas dinâmicas ou de expressão: “As técnicas foram aperfeiçoadas e os resultados estão cada vez melhores, mais naturais e harmônicos.”

No início, o seu uso limitava-se a áreas isoladas. Hoje prevalece o conceito de rejuvenescer o rosto como um todo. Entre as novidades, está o mini-face lifting com botox – que abrange a parte inferior da mandíbula até a saboneteira – , um procedimento rápido, seguro e que consiste em fazer um jogo harmônico com grupos musculares faciais, trabalhando-se com as injeções em níveis profundos (diretamente nos músculos) e superficiais. O objetivo é relaxar os chamados músculos depressores, que fazem a pele “cair”, dando uma aparência triste e cansada.

“O resultado é uma aparência mais jovem, com as rugas atenuadas e naturalidade na expressão facial.” Deve-se aguardar de quatro a cinco meses, no mínimo, para fazer novos retoques. “A grande vantagem é que, ao contrário da cirurgia plástica, o paciente pode fazer o procedimento durante o dia e ir para casa, sem marcas.”

Além da parte estética, o botox também é utilizado nos casos de hiper-hidrose (transpiração excessiva). As glândulas sudoríparas são responsáveis por liberar o suor e, pelo tratamento, o botox bloqueia a liberação de acetilcolina (substância que estimula essas glândulas), impedindo, assim, a transpiração nas axilas e palmas das mãos. Após o uso de pomada anestésica, as injeções são feitas em pontos demarcados. O processo dura, em média, 30 minutos. A recomendação é a de não praticar exercícios físicos, pelo menos por quatro horas após a realização do procedimento.

O dermatologista conta que atende muitos adolescentes, que se sentem desconfortáveis com a transpiração: “Não se sabe ao certo a causa do problema, mas, na maioria dos casos, há um componente genético.”Como curiosidade, o especialista tem observado uma melhora nos casos de cefaleia, em pacientes que se submetem ao botox para controle de rugas.

BEXIGA
Imagine estar em uma reunião de negócios e ter de se levantar de dez em dez minutos para ir ao banheiro, intervalo que pode se tornar ainda mais curto se a pessoa beber um simples copo d”água. É o que acontece com quem sofre de bexiga hiperativa. Segundo o estudo “Bexiga Hiperativa: Prevalência e Implicações no Brasil”, publicado em 2006 na publicação European Urology, estima-se que 18,9% da população brasileira (14% de homens e 23,2% de mulheres) sofram com a disfunção. Mesmo sendo mais comum depois dos 45 anos (e entre as mulheres), a afecção pode ocorrer em qualquer idade, até em crianças.

O uso do botox como tratamento desse sintoma que afeta a vida social foi aprovado este ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o urologista José Carlos Truzzi, doutor em Urologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e professor adjunto de urologia da Universidade Santo Amaro, os primeiros estudos foram feitos em 1999, por um grupo de médicos suíços. “Pode-se dizer que o botox foi um marco dentro dos tratamentos disponíveis. É uma técnica simples e com resultados eficazes em 80% dos casos”, afirma.

Indicado para aqueles pacientes que não tiveram resposta satisfatória em outros tipos de tratamentos, o botox possui a propriedade de paralisar parcial ou totalmente os músculos: “Atua diminuindo a atividade da bexiga e, assim, impedindo uma contração involuntária do órgão.” O procedimento é realizado pelo sistema hospital day, dura 15 minutos em média e é feito com anestesia local. “O efeito dura de seis a nove meses, tempo indicado para a substância ser reinjetada.”

Os tratamentos para bexiga hiperativa consistem no uso de medicamentos, eletroestimulação fisioterápica e neuromodulação. “Esse último é implantado no corpo do paciente: produz pequenos choques, fazendo com que a bexiga volte a se contrair de forma adequada, eliminando a urgência em urinar.” O inconveniente é o custo altíssimo do tratamento (em torno de US$ 18 mil), já que o equipamento é importado. Segundo Truzzi, a falta de informação leva as pessoas a se resignarem com o problema: “Apenas 25% procuram ajuda médica. Os 75% restantes acreditam que a disfunção é algo normal, decorrente da idade.”

Vera Fiori - O Estado de S.Paulo

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Parece instrumento de tortura, mas dizem que é para a beleza da pele

Posted by nrmicelli on Nov 11, 2009
Dermaroller

Dermaroller

Tem aspecto de instrumento de tortura medieval ou aparelho sadomasô. Mas o inventor do Dermaroller (algo como Rolo Epidérmico) garante que, apesar de assustar no primeiro contato, o objeto tem o poder de melhorar a pele do usuário.

Bom, o rolinho não é barato: O equivalente a 720 reais.

Mas como funciona a engenhoca? O Dermaroller é composto por agulhas especialmente criadas para fazer pequenos furos na pele. Os milhares de furos microscópicos forçam a pele a produzir colágeno e elastina, gerando novas células.

Com isso, assegura o inventor, a pele se regenera, fazendo com que as marcas de espinhas ou de sol, além de rugas, sejam atenuadas com a terapia prolongada.

Sinceramente, vale o sacrifício para ficar ‘mais jovem’?

Fonte: O Globo


Anvisa proíbe uso estético de câmaras de bronzeamento artificial em todo o país

Posted by nrmicelli on Nov 11, 2009
Bronzeamento Artificial

Bronzeamento Artificial

A partir desta semana, as câmaras de bronzeamento artificial não poderão mais ser utilizadas para fins estéticos no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quarta-feira, uma resolução que proíbe, além do uso, a importação, o recebimento em doação, aluguel e a comercialização desses equipamentos.

A medida foi motivada pelo surgimento de novos indícios de agravos à saúde relacionados com o uso das câmaras de bronzeamento. Um grupo de trabalho da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde, noticiou a inclusão da exposição às radiações ultravioleta na lista de práticas e produtos carcinogênicos para humanos.

O estudo indica ainda que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade. A resolução da Anvisa também afirma que não existem benefícios que se contraponham aos riscos decorrentes do uso estético das câmaras de bronzeamento.

A proibição não se aplica aos equipamentos com emissão de radiação ultravioleta destinados a tratamento médico ou odontológico. Antes da decisão da Anvisa, o tema foi discutido com a sociedade em uma consulta pública e uma audiência pública, realizadas em setembro deste ano.